Diretamente de Kapuskasing, Ontário, no Canadá, James Francis Bacon Cameron nasceu em 16 de agosto de 1954. Filho de engenheiro, passou a estudar física na California State University quando sua família se mudou para os Estados Unidos, em 1971. Cameron se interessava por trabalhos sobre efeitos especiais e fotografias e, após assistir “Star Wars”, decidiu que iria se arriscar no mundo cinematográfico após a graduação. Como nem tudo é fácil, ele teve que ganhar a vida por um tempo dirigindo um caminhão e escrevendo roteiros de filmes para tentar vender.
A partir de um curta, James conseguiu um emprego na New York Pictures, na qual conseguiu participar de filmes como Battle Beyond The Stars (1980) e de Piranha II (1981). Na verdade, ele tinha começado como diretor de efeitos especiais, até que o diretor de Piranha II largou a produção e James teve que assumir o filme.
Apesar de ter ingressado no universo do cinema, ele era iniciante; logo, foi difícil conseguir respeito dos grandes produtores. Essa foi sua luta para produzir “O Exterminador do Futuro”, ideia proveniente de um sonho no qual robôs vinham do futuro para matá-lo. Superando todas as expectativas, o filme faturou perto de US$88 milhões. Esse feito trouxe reconhecimento e ele trabalhou com a mulher com quem se casou, Linda Hamilton, em 1977. A sequência do filme foi concretizada, entretanto seu último filme não teve a participação de Cameron.
Se a quantia arrecadada no filme com Arnold Schwarzenegger impressionou, imagine então que a produção seguinte dos dois, True Lies (1994), faturou US$378 milhões. Mas esse dinheiro todo ficou para trás quando Titanic tornou o primeiro filme a arrecadar US$1 bilhão. O filme não apenas lucra até hoje como também é conhecido mundialmente, sendo impossível não conhecer alguma fala ou alguma referência à obra de James sobre o barco mais famoso da história.
Quando se trata de investimento, James Cameron não hesita em investir quantias pesadas em filmes que batem recorde de bilheteria. Até quando produziu documentários sobre alienígenas marinhos embolsou milhões.
Atores que passam pela tortura dos filmes de Cameron afirmam que é um trabalho intenso e muito cansativo. O diretor brinca dizendo que este é seu trabalho: judiar dos atores. E não é que o método nada ortodoxo dele dá resultados? Na experiência 3-D de Avatar, os envolvidos passaram meses enfiados em um estúdio fazendo boa parte do filme com capturas de movimentos.
De fato, esse diretor tem provado que não importa o quanto você gasta em uma boa ideia; se for produzido por ele, com certeza terá um retorno generoso para compensar. Agora, mesmo com quase 60 anos, o diretor já nos promete a continuação de Avatar e quem sabe o que mais ele ainda não revelou. Uma coisa garantimos: não será barato.



