Antes tarde do que nunca, eu tive a oportuinidade de ir assistir Gravidade, de Alfonso Cuarón no cinema.
O filme tem início com a câmera observando lentamente o movimento da Terra enquanto surge aos poucos o telescópio Hubble. Junto a ele, uma equipe de astronautas e cientistas está instalando novas partes do telescópio, e é nessa hora que chega um alerta, avisando que uma nuvem de detritos está chegando em alta velocidade.
Cuarón coloca a câmera em total liberdade, acompanhando os personagens, sem corte algum. Essa técnica fez paracer que eu estava vivenciando a cena de fato. Ele aproveita o silêncio do espaço para fazer a câmera entrar dentro dos capacetes dos personagens e sair, de uma forma incrível.
Todos sabemos que não tem som no espaço, e a trilha sonora tem papel crucial no filme. Ela substitui até mesmo as grandes explosões, oque foi uma excelente escolha para Gravidade ser um filme ainda mais realista. Os momentos de silêncio faz com que o filme fique ainda mais dramático, e mostra como realmente é o espaço.
Sandra Bullock no papel da Dra. Ryan Stone está impecável. Em grande parte do filme ela está atuando sozinha, exceto nas partes em que aparece o comandante, Matt Kowalsky, interpretado por George Clooney.
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