Após a nossa equipe ter assistido ao filme "O Hobbit - Uma Jornada Inesperada" em sua pré-estreia no Brasil, a primeira crítica para inaugurar a página de criticas de nosso site será sobre a mais nova concretização (por Peter Jackson) do clássico de J.R.R. Tolkien que encantou pessoas de todo o mundo há décadas atrás e continua até hoje atraindo leitores para esse mundo fantástico que é a Terra Média. Apesar de seu sucesso, há muitas pessoas que não leram o livro, portanto irei analisar apenas a obra cinematográfica, com exceção de alguns comentários ou referências em relação ao livro original.
Ao saber das longas 3 horas de filme, muitos se preocuparam ao pensar que Peter Jackson encheu o longa de detalhes e introduções cansativas. Entretanto, para acabar com qualquer comentário desse tipo, o diretor conseguiu (assim como em “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anél”) escrever um roteiro que localizasse o público na época da Terra Média e introduzisse o conflito que desencadeou a aventura vivida pelos personagens.
Após entendermos os acontecimentos do passado, entra em cena o famoso Bilbo Bolseiro, um hobbit acomodado à sua pacata vida sem nunca se aventurar a ultrapassar os limites do condado até receber a visita do mago Gandalf (impecável atuação de Ian McKellen que prendeu-se aos detalhes das feições do mago) e dos anões que decidiram se reunir para retomar o tesouro roubado pelo terrível dragão Smaug.
A atuação de Martin Freeman como Bilbo impressionou a todos ao passar fielmente as dúvidas e receios do pequeno hobbit. À medida que a história se desenvolve, é notável o trabalho da produção ao caracterizar fortemente os 13 anões Dori, Nori, Ori, Kili, Fili, Dwalin, Oin, Bombur, Bofur, Gloin, Balin, Bifur e Thorin Escudo-de-Carvalho desde suas roupas até as barbas e os cabelos. Apenas a barba e o cabelo do anão Kili (Aidan Turner) deixam a desejar por fugirem do padrão físico de um anão (barbas e cabelos enormes). Outra atuação que chama a atenção é a de Richard Armitage (Thorin Escudo-de-Carvalho) que incorporou muito bem o líder dos anões.
Além da produção das roupas, cabelos, entre outros, é impossível não notar o incrível trabalho da Weta Digital ao desenvolver os efeitos especiais que transformaram tanto as cenas de batalhas quanto as criaturas como os trolls, que também merecem reconhecimento por serem extremamente realistas em todos os detalhes (feições e comportamento). E se vamos falar sobre efeitos especiais, não podemos deixar passar despercebida a ilustre presença da criatura gollum. A vencedora de vários prêmios por melhor performance virtual retorna com maior qualidade na captura de movimentos, interpretada por Andy Serkis que brilha ao atuar impecavelmente em todas as cenas.
Mas o filme não é só efeitos produzidos no computador. As cenas incríveis filmadas na Nova Zelândia dão a impressão de estarmos mesmo em outra época, ou em “outro mundo”. Tomadas aéreas e cenários exóticos recheiam esse filme, tornando-o deslumbrante visualmente.
Em suma, podemos finalizar dizendo que O Hobbit – Uma Jornada Inesperada arrasou em ser bem fiel ao livro de Tolkien, trazendo novidades como ser gravado em 48 quadros por segundo e em 3D, tornando a experiência de retornar à Terra Média hiper-realista e, apesar de alguns abusos no uso de efeitos que traziam praticamente informação visual, vale a pena assistir a primeira parte de três longas que contam mais sobre como a “Trilogia do Anél” se iniciou. E que venha O Hobbit – A Desolação de Smaug.






